domingo, 7 de novembro de 2010

Lisbon

 Cheguei a Lisboa estou perante uma cidade que transborda cultura! Apresento-me a capital como uma total desconhecida, uma turista com ânsia de ver tudo o que tem este local para oferecer, não é a primeira vez que aqui venho pois habito a 20 minutos daqui mas é deveras uma estreia o espírito aventureiro que tenho agora.  Estou totalmente sozinha  e saiu da histórica estação de Santa Apolónia de frente  ao Museu Militar que por estes dias apresenta a exposição ‘’Alvorada da Republica’’, para os mais distraídos este ano comemoramos o seu centenário em Portugal, continuando a andar em direcção ao coração da cidade encontro o Museu do Fado  e para os mais interessados na rua áurea existe uma deliciosa loja com o nome ‘’ Discoteca Amália’’ onde se pode encontrar vinis e cd’s dignos de colecção e  grande estima.
 Prosseguindo a caminhada o Teatro D.Maria II na sua majestosa fachada dá a conhecer o festival de cinema de Almada com peças deverás estimulantes, ao seu lado a mítica estação do Rossio onde aconselho a para um pouco e se for fã do copinho de café internacional beba um no starbusk’s  , adiante avisto a decadência do Teatro Eden mano a mano com o Ministério da Cultura mas nos perdoamos eles certamente não tinham conhecimento da situação, DECADÊNCIA devia ser sinonimo de sociedade.
 Como não podia deixar de ser dou uma olhadela por um dos marcos da globalização em Lisboa , o Hard Rock Caffé mas este eu aprecio e aplaudo só trás cultura a Cidade e um belo local de descontracção e perdição para os adeptos de pin’s como eu.
 Desço então a Avenida já no lado oposto ao da subida e dou de caras numa ruela com um graffiti representativo da Amália Rodrigues, grande senhora, com a seguinte frase ‘’Sou do povo por condição..’’ identifiquei-me honestamente. E lá foi eu saltando de um lado para o outro  e dou por mim já nos armazéns do Chiado onde parece viver toda a confusão mas eu caminho indiferente as montras com uma excepção a vitrina da Editora Coimbra e olhando atentamente quase que folheando o meu futuro concluo que a minha mão terá de se prostituir para me pagar a universidade é triste mas Portugal não beneficia os jovens ambiciosos guarda toda a sua atenção para os jovens ditos problemáticos oferecendo-lhes o mesmo nível dos anteriores com a total ausência de esforço. Mas regressando a Lisboa, sento-me na Praça do Comércio a gentil sombra de D.José I e deslumbro-me com o arco da Rua Augusta onde me dirijo sem hesitar olhando a calçada onde deparo com um indício de humanidade uma inscrição sobre mármore de uma luta a favor dos direitos universais com a citação de P.Joseph Wressinski ‘’onde há pessoa humana está condenada a viver a miséria, os direitos humanos são violados unir-se para os fazer respeitar é um dever sagrado’’. E subi aquela Baixa virei algures e impulsivamente entrei numa igreja estonteante, repleta de fé e admito que um dos alteres suscitou a minha atenção e não resisti perguntar a senhora atarefada que limpava a igreja quem era o santo do dito altar e ele respondeu-me que era São Camilo e largou um sorriso sincero de admiração  por a minha juventude me permitir tal curiosidade e enquanto eu abandonava a igreja ela  continuo a agraciar-me com o seu sorriso genuíno. E para mim não a descoberta sem contacto humano por isso assim que tive oportunidade inquiri uma senhora sobre o caminho para o Bairro Alto  e ela olhou-me com um olhar desconfiado e respondeu-me que deveria ir de táxi mas eu insisti que desejava ir a pé então a senhora aconselho-me que deveria usar as minhas belas pernas enquanto podia pois quando alcança-se a sua idade seria impossível e o caminho era bastante linear sempre a subir eu agradeci  e lá abracei esta abismal subida, descobri uma encantadora rua coberta de street art e dançante com a música que se fazia ouvir. Subi e subi e entrei numa praça com umas curiosas esculturas animalescas, desci cumprimentei o Teatro da Trindade e penso que foi neste exacto momento que começou a aventura, sim eu perdi-me mas valeu a pena passei por bairros típicos que transbordavam de charme e enumeras obras de caris religioso, cruzei-me com a Biblioteca Camões  e assim deambulei mais uma serie de tempo ate reparar no que se revelaria a facada da viagem isto é o relógio, exactamente, eram horas de regressar a minha vida habitual.

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