O Estado Novo (1926-1974) foi um período de regime ditatorial dirigido por o Dr. António Oliveira Salazar onde predominava a opressão. A consciência dos factos político-sociais da altura é predominante para o entendimento das mudanças educacionais. Uma governação conservadora conduziu a estagnação da formação dos portugueses.
Uma das mudanças que mais viria a marcar o retrocesso seria a diminuição da escolaridade obrigatória de 4 para 3 anos, embora a sua obrigatoriedade em nada impressiona-se a população considerava que a escola não fazia mais que roubar braços ao campo, e assim se chegou a cerca de 60% de crianças fora de qualquer escolaridade. É em 1936 que se dá uma mudança drástica no sistema, quando o Dr. Salazar insere a religião como a matéria importante e presente em todas as lições, os ‘’livros únicos’’ oficiais apresentavam na perfeição estes princípios da doutrina e moral cristã, bem como os valores do Estado Novo de uma ideologia oficial, um dogma monolítico, que exigia aos alunos obediência, resignação, caridade, trabalho aturado e patriotismo. Toda a história portuguesa e ordem social ganham uma nova interpretação. E neste período surge a Obra das Mães para a Educação Nacional um manual destinado a instruir as jovens para a sua função e comportamentos na sociedade.
É formada a Mocidade Portuguesa na esperança de uma maior incisão dos valores transmitidos na escola fora dela.
Sem grande investimento quer do governo quer dos sectores privados a Educação do Estado Novo baseou-se numa tentativa de inversão dos valores republicanos.

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